A importância da rotina visual para crianças com autismo
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Uma jornada diária de amor, fé e crescimento, criada para fortalecer os vínculos entre pais e filhos por meio de reflexões e momentos especiais em família.
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Conhecimento para compreender. Recursos para transformar.
Existe uma fase da vida em que uma caixa pode virar um castelo. Uma toalha pode ser uma capa. Uma cadeira pode se transformar em ônibus. Um quintal pode guardar aventuras que nenhum adulto consegue enxergar.
Essa fase se chama infância.
Em meio à nossa pressa para preparar as crianças para o futuro, não podemos esquecer:
A criança não é apenas um adulto que ainda não cresceu. Ela é alguém vivendo uma etapa única da própria história.

Desenvolvimento não é competição. Uma criança pode aprender rapidamente algumas coisas e precisar de mais tempo para outras. Crianças diferentes não precisam viver infâncias iguais.
Ao brincar, a criança imagina, experimenta, resolve problemas, cria histórias, interage, descansa das exigências e expressa sentimentos. Brincar faz parte da infância.
Medo, saudade, frustração, vergonha, alegria, raiva e insegurança podem ser intensos. O adulto pode ajudar dando linguagem ao que a criança sente.
Uma criança com TEA continua sendo, antes de tudo, uma criança. Apoiar suas necessidades não retira sua infância: permite acesso ao brincar, às amizades e às descobertas de modo respeitoso.
Crianças precisam poder errar, tentar, perguntar, não saber, precisar de ajuda e começar novamente. Curiosidade também precisa de espaço.
Tempo, escuta, brincadeira, histórias, risadas e memórias compartilhadas podem permanecer muito além dos brinquedos recebidos.
Não precisa ser algo caro. Deixe a criança participar da escolha.
“Eu gosto de estar com você.”
“Adoro ver as coisas que você inventa.”
“Você não precisa acertar tudo para ser amado.”
“Estou feliz por acompanhar você enquanto cresce.”
Pergunte sobre a brincadeira preferida, o que mais a faz rir, o que gostaria de aprender, quem gosta de ter por perto e o que acha mais legal em ser criança. Anote e repita no próximo ano.
A criança pode registrar o que brincou, algo que a fez sorrir, uma descoberta, com quem compartilhou o dia e o que quer fazer novamente — escrevendo, desenhando, apontando figuras ou respondendo com ajuda.
Informação acessível para construir pontes entre família, escola e desenvolvimento.
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